Biografia
Especialista em shopping centers. Assina dois malls em Caucaia: um concebido do zero, outro recuperado de uma ocupação quase nula até 100% locado antes de inaugurar.
Corretor nº 1 do Ceará — ranking da Remax Brasil, 2024 e 2025Perfil
Quando um mall abre as portas, a parte difícil já aconteceu, e aconteceu longe das câmeras. Alguém precisou definir o tamanho do empreendimento, quais categorias de loja fazem sentido naquela esquina, quanto vale o metro quadrado de cada ponto e quem senta ao lado de quem. Errar ali produz o pior resultado do setor: um prédio bonito e vazio.
É esse o trabalho de Luis Segundo. E em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, ele o fez de duas maneiras opostas.
O Harmony Mall fica no início da Via Estruturante (CE-085), a rota que liga a capital às praias do litoral oeste. Ali Luis atuou desde a concepção: definiu o porte do empreendimento, o mix de lojas e a tabela de preços, alugou todas as lojas e responde hoje pela gestão da locação.
O mall ocupa um terreno de cerca de 22 mil m², com aproximadamente 9 mil m² de área bruta locável e 370 vagas. Recebeu marcas como o Mercadão São Luiz — que ali abriu sua primeira loja em Caucaia —, a academia Greenlife e a Faculdade Unip. A operação gerou cerca de 500 empregos diretos e mais de mil indiretos, com fluxo estimado em 9 mil pessoas por dia.
Há um detalhe que ele gosta de mencionar: entre os lojistas do Harmony está a Ortobom — a mesma fábrica de colchões onde entrou como trainee em 1998, no primeiro emprego da vida.
O LM Mall, também em Caucaia, chegou até ele em situação bem diferente. A obra estava quase concluída e o empreendimento tinha, na prática, nenhum lojista. Um prédio a ponto de inaugurar vazio.
Luis reposicionou o produto: refez a leitura do que aquela praça comportava, reformulou o mix e foi atrás de marcas capazes de puxar fluxo por si mesmas. Fechou com o Guará Supermercados, o Fazendinha Country Bar e a Hapvida — âncoras de alimentação, lazer e saúde. São 5 mil m² de área locável em uso misto: 7 lojas, 48 salas e uma laje corporativa. O empreendimento chegou a 100% de locação antes mesmo de inaugurar — a abertura está prevista para setembro de 2026.
Os dois casos, lado a lado, resumem a especialidade: no Harmony, definir o produto certo antes de existir; no LM, descobrir por que o produto errado não vendia e trocá-lo a tempo.
A competência não nasceu em Caucaia. Nasceu de um prédio parado.
Em 2007, o Pátio Dom Luis — complexo com shopping, torres residenciais e comerciais em endereço nobre de Fortaleza — travou com a falência da construtora. Cerca de mil condôminos se uniram para terminar a obra com recursos próprios. Luis, investidor de uma loja no empreendimento, assumiu a gestão da empreitada.
As primeiras assembleias aconteceram no ginásio de um clube, com mais de três mil pessoas entre proprietários, advogados e engenheiros. Em menos de seis meses, as reuniões tinham menos de cinquenta participantes. A obra foi concluída, o shopping inaugurado — com economia de 16,67% sobre o orçamento previsto. Foi ali que aprendeu shopping por dentro: concebeu o modelo de negócio, prospectou investidores, definiu o mix de âncoras e satélites e montou a estrutura comercial.
Depois veio a ERG Participações, holding de incorporação imobiliária e concessões públicas, onde estudou a vocação de doze terrenos em Fortaleza — da Washington Soares à Praia do Futuro —, analisando zoneamento, potencial de mercado e viabilidade físico-financeira de cada um para então buscar incorporadores. Reverteu um empreendimento projetado para dar 15% de prejuízo em 4% de lucro líquido.
E houve a tese que virou concreto: o trabalho de conclusão do MBA em Empreendedorismo tratava de shopping centers em cidades de pequeno e médio porte do Nordeste. Com cinco amigos, tirou do papel o Shopping Serrinha, na Bahia, com 11 mil m² de área bruta locável. Segue como acionista e membro do conselho de administração.
Antes do mercado imobiliário houve a indústria — e foi lá que aprendeu a consertar.
Começou em 1998 como trainee na Ortobom, na Bahia. Menos de dois anos depois, com pouco mais de vinte anos, foi encarregado de montar uma filial inteira do grupo em Sergipe, da seleção das equipes à construção do parque industrial. Depois reestruturou a filial de Fortaleza, que se tornou uma das fábricas mais lucrativas do grupo, e em seguida a CIAPLAST, indústria de embalagens plásticas em Salvador.
Em 2006 aceitou o trabalho mais duro da carreira: administrar a maior usina de álcool do Nordeste, no interior do Maranhão, que havia assinado um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público para combate ao trabalho escravo e registrava, em média, um acidente grave a cada quinze dias. Um ano depois, o Ministério Público voltou, constatou o cumprimento integral das obrigações e passou a citar o caso como modelo para as demais usinas da região.
A graduação em Administração acompanhou as mudanças: quatro universidades, em três estados, sempre atrás do emprego. Começou na UCSAL, em Salvador. Transferiu-se para a UNIT, em Aracaju, quando foi promovido e mudou-se para Sergipe. Seguiu para a UNIFOR, em Fortaleza, na promoção seguinte. E concluiu na Faculdade Hélio Rocha, de volta a Salvador, quando assumiu o projeto da CIAPLAST — saindo de lá como aluno laureado.
Em janeiro de 2014 parou de consertar empresas dos outros e saiu para tocar o próprio negócio ao lado da esposa, Lidiane Pinheiro, com quem cofundou o grupo. Encontrou o pior ano possível: o mercado imobiliário desabou.
As empresas se reinventaram. A imobiliária passou a gerir carteiras de terceiros com o mesmo critério com que administrava as próprias — chegou a cuidar do portfólio de mais de 150 imóveis de um único grupo empresarial e a ampliar a venda média de um cliente de cinco para cinquenta lotes por mês. Hoje o Grupo L2 reúne quatro marcas: Remax Seu Imovel (vendas), Seu Imóvel Administração (locação), Nummis (crédito) e OnixCloud (tecnologia), esta última desenvolvendo o próprio sistema de gestão imobiliária.
O reconhecimento veio também na ponta comercial: foi o corretor nº 1 do Ceará no ranking da Remax Brasil em 2024 e em 2025 — dois anos consecutivos.
E há o microfone. Desde 2025 apresenta o Segundou, podcast em que conversa com arquitetos, advogados, incorporadores e contadores sobre o mercado imobiliário — do desenho de um shopping às armadilhas jurídicas de uma compra. Já são mais de vinte episódios.
Cases
Trajetória
Resultados
Formação
Em suas palavras
Quando o mall abre, o jogo já foi ganho ou perdido. Ele se decide lá atrás, quando alguém senta e define o tamanho, o mix e o preço do metro quadrado. Prédio bonito e vazio é sempre erro de origem.
Recebi um empreendimento quase pronto e praticamente sem ninguém dentro. Não era problema de obra, era de produto: estava sendo oferecido para o lojista errado. Refizemos a leitura da praça, trocamos o mix, fomos atrás de quem puxa fluxo sozinho — e fechamos 100% antes de a porta abrir.
Caucaia não é subúrbio de Fortaleza, é caminho. Quem passa ali está indo para o litoral oeste, e isso muda completamente o que faz sentido colocar numa loja.
Comecei falando para três mil pessoas num ginásio, todas com dinheiro parado numa obra que ninguém sabia se ia terminar. Seis meses depois éramos cinquenta numa sala. Não foi discurso — foi prestação de contas, toda semana.
Saí para empreender exatamente no ano em que o mercado caiu. Se eu soubesse, talvez não tivesse saído. Ainda bem que não sabia.
Quase todo negócio imobiliário que dá errado, dá errado antes de começar — na conta que ninguém fez e na pergunta que ninguém quis ouvir.
Eu chamo quem sabe mais do que eu sobre um pedaço do mercado e pergunto o que o cliente não tem coragem de perguntar.
Para imprensa
Textos prontos para uso em matérias, apresentações e convites. Fotos em alta resolução e informações complementares mediante solicitação.
Luis Segundo é cofundador do Grupo L2 e diretor comercial da Remax Seu Imovel. Foi o corretor nº 1 do Ceará no ranking da Remax Brasil em 2024 e 2025. Especialista em shopping centers, assina dois malls em Caucaia: um concebido do zero, outro recuperado de uma ocupação quase nula até 100% locado antes de inaugurar.
Luis Cláudio França de Oliveira Segundo, o Luis Segundo, é administrador de empresas com MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil pela FGV e MBA Executivo em Empreendedorismo pela Brazilian Business School. É especialista em Gestão de Shopping Center pelo ICSC — International Council of Shopping Centers — e formado em Conselhos de Administração pelo IBGC. Foi o corretor nº 1 do Ceará no ranking da Remax Brasil em 2024 e 2025. Atua na ponta mais técnica do mercado imobiliário: a definição do produto antes de ele existir. No Harmony Mall, em Caucaia, assinou a concepção, o dimensionamento, o mix de lojas, a tabela de preços e a locação integral. No LM Mall, na mesma cidade, assumiu um empreendimento quase concluído e praticamente sem lojistas, reposicionou o produto e o levou a 100% de locação antes da inauguração, prevista para setembro de 2026. Antes disso, conduziu a conclusão do Pátio Dom Luis — complexo multiuso que ficou inacabado após a falência da construtora — e é acionista e conselheiro do Shopping Serrinha, na Bahia. Cofundou com a esposa, Lidiane Pinheiro, o Grupo L2, que reúne Remax Seu Imovel, Seu Imóvel Administração, Nummis e OnixCloud. Apresenta o podcast Segundou.